Dica para entender a China: Last Train Home

Uma das tristes realidades chinesas é a migração de trabalhadores de áreas rurais para centros urbanos. Esses trabalhadores migrantes trabalham nos centros urbanos sem ter o hukou, sistema de registro que permite benefícios de sociais na cidade de registro, e trabalham longas jornadas voltando uma vez por ano para visitar a familia durante o ano novo chinês.

O documentário Last Train Home mostra o drama de uma família de migrantes por aproximadamente 3 anos de uma forma muito clara, chocante e realista. Através desse documentário é possível entender o conflito e sofrimento que passam os chineses tentando buscar uma melhor educação para os seus filhos para que esses possam garanti-lhes um futuro mais confortável, visto que o sistema de seguridade social é bem precário na China.

Enquanto os pais doam sua vida para conseguir sustentar seus filhos, no campo existe um grande abandono escolar pois os jovens também querem entrar nesse mercado capitalista sem pensar nas consequências que a falta de estudo lhe deixarão em desvantagem para crescimento profissional.

Realmente um documentário que mostra de forma crua e nua a realidade das pessoas que hoje movem a fábrica do mundo.

Dica para quem mora em SP – Exposição Triologia Vermelha

Uma boa dica publicada pelo Má Canadas sobre um exposição de um país que continua me encantando.

Texto e fotos extraidos do site Mistura Urbana

Até o dia 3 de julho fica em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo a exposição Trilogia Vermelha: China. A mostra traz 60 fotografias (em preto e branco) de Mauricio Nahas, Paulo Mancini e Ricardo Barcellos realizadas na China em 2010.

Os retratos trazem cenas da religiosidade e do cotidiano chinês. As imagens foram captadas durante 40 dias nas cidades de Pequim (Beijing) e Xangai, além de outras 18 pequenas cidades e províncias espalhadas pela China.

Todas as obras integram o projeto Trilogia Vermelha, iniciado em 2005 na Pinacoteca do Estado, que já apresentou dois países sob o olhar dos fotógrafos viajantes. Em Era uma vez em Havana, 2005, Mauricio Nahas e Ricardo Barcellos registraram a intimidade do povo Cubano. Já em Em Cosmos – Três Olhares sobre a Rússia, de 2007, os fotógrafos retrataram a vida nas cidades de Moscou e São Petersburgo, após a abertura política iniciada em 1985, na então União Soviética.

“A importância deste projeto se dá pela possibilidade de reunir três fotógrafos com olhares diferentes, em três países muito distintos e isso, de certa maneira, provoca um possível diálogo entre a fotografia documental e o retrato. Nesse momento em que o olhar da fotografia moderna é tão fragmentado, a Trilogia Vermelha China propõe um discurso de entendimento entre as linguagens de cada um desses artistas”, segundo Diógenes Moura, curador da mostra.

Trilogia vermelha: China
Até 3 de julho
Terça a domingo, das 10h às 18h
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 02. Centro – São Paulo/SP
Tel.: (11) 3324-1000

Doações para auxiliar vítimas do terremoto e tsunami do Japão

Para quem desejar auxiliar as vítimas do terremoto e tsunami do japão, eis dois locais confiáveis para fazer doações.

Global Giving – http://www.globalgiving.org/

Google Crisis Response – http://www.google.com/crisisresponse/japanquake2011.html

O que fazer caso você seja atropelado por uma moto no cruzamento

No Brasil é simples, saia correndo para apanhar dos outros motoqueiros. E aqui na China?

Vamos analisar dois post antigos: Imperador da Ginástica e Assalto à Chinesa, se você tiver condições corra para não precisar pagar nada para a outra pessoa.

Na última sexta-feira, estava indo para o trabalho e bem na esquina do escritório uma motinho eletrica, barulho zero, passou bem rápido na minha frente, eu a vi porque olho para todos os lados antes de dar um passo na rua por aqui. Uma chinesa que estava a uns 2 ou 3 metros a minha direita não foi tão esperta e atravessou olhando apenas para o lado que os carros vinham. O motociclista ainda tentou freiar, mas a batida foi inevitável.

A chinesa não pensou duas vezes, atravessou a rua correndo logo após ser levemente atinginda pela moto, o cara da moto ficou olhando com uma cara de indignado e sem saber o que fazer. Eu estava atrás da moto, por isso não pude ver o que aconteceu, mas nada deve ter quebrado, apenas o banco da moto se desprendeu com o peso do motociclista sendo deslocado.

Moral da história, na China está em dúvida corra!

Complemento ao meu casamento Yao

Esqueci de comentar que durante o casamento Yao, o homem e a mulher tem que cantar uma música para o outro.

Lá estava eu, no meio do palco, morrendo de dar risada da minha situação e tentando levar menos beliscões na bunda quando me contaram essa. Nesses momentos que acontecem os brancos, tive alguns poucos minutos para pensar no que cantar, ainda tentando escapar dessa.

Bom só teve um jeito, cantar uma música que desde de 1994 ficou gravada em minha memória, chamada “O que é bom dura para sempre” para quem não conhee aí vai um vídeo:

No começo da música já estava engraçado, mas quando eu cheguei ao “Sou Gavião, Levanto a taça” a @karinagotuzzo quase morreu de gargalhar!

Depois de cantar a música ainda tive que sovar uma massa que acredito seja para pão ou macarrão, e carregar a minha esposa nas costas na saída do palco.

Sovando massa no casamento Yao

Sovando massa no casamento Yao

Meu casamento Yao e Terraços de arroz

Hoje, fomos até as sacadas de arroz em Longji nome que significa costas do dragão devido a lembrarem quando estão com os terraços cheios de água. Apesar da melhor época do ano ser Junho, o local é muito bonito e vale a visita em qualquer época do ano.

Marcamos uma excursão com guia que falasse inglês para podermos ir, essa óbvio era o dobro do preço da opção para chineses que lotam ônibus. Pagamos ¥400 por pessoa incluindo as entradas e almoço, estranhamente o guia disse que não estavam inclusa, mas na realidade é porque houve um erro de comunicação na agência dele pois algumas pessoas do grupo marcaram no albergue onde havia a opção sem tiquetes e almoço e custava ¥240 por pessoa. Essa é uma opção mais em conta porque saiu ¥60 pelo show e ¥40 para almoçar por pessoa. O guia era um rapaz muito simpático, mas fora nos levar ao pontos para observar a paissagem, ele adicionou muito pouco ao que já conhecia sobre os terraços.

Antes de chegarmos lá, houve uma parada em uma vilarejo chamado Huangluo onde vive a minoria Yao que é conhecida pelos longos cabelos das mulheres que chegam a mediar mais de 1,8 metros de comprimento. Elas cortam o cabelo apenas 1 vez na vida quando estão com 16-18 anos e são consideradas prontas para casar e levar a vida adulta.

Show das mulheres Yao

Show das mulheres Yao

Senhora da minoria Yao tecendo

Senhora da minoria Yao tecendo

Segundo o guia, os homens Yao olham 3 caracteristícas nas mulheres, 2 delas grandes e 1 pequena. A primeira delas é a boca, que precisa ser grande pois representa uma boa voz, com isso ela poderá chamá-lo na lavoura quando a comida estiver pronta, caso ele não escute poderá acabar na casa de outra mulher. A segunda são os pés, que precisam ser grandes já que a região é montanhosa e pés grandes dão uma boa estabilidade, assim ela não cairá com frequência e poder ajudar nas tarefas. A última é mãos pequenas para que ela possa fazer os bordados e as roupas, além disso elas doem mais quando beliscam.

A forma de demonstrar carinho para os Yao é bastante curiosa, e um pouco dolorida, as mulheres beliscam as bundas dos homens e os homens pisam levente nos pés das mulheres. Outra coisa estranha é que ao invés de abraçarem ou parabenizarem, eles empuram um contra os outros. Eu pude muito bem experimentar essa dor quando fui convidado a participar de uma encenação de casamento Yao no palco da apresentação que assistiamos.

Estava na frente tirando fotos quando notei que elas chamaram as pessoas para participar, logo alguns chineses subiram ao palco, eu quieto fui convidado a participar por umas meninas, porém disse rapidamente que não entendia, mas elas safamente responderam se eu entendia um pouco pois elas mostrariam, ficando sem argumentos lá fui eu.

Subi ao palco, olhava para a Karina e ela só dava risada, alias, eu nem sabia porque estava ali. Apenas notei que era para uma cena de casamento quando a moça que apresentava mandou escolherem as noivas, como um deles saiu correndo e pisou no pé de uma delas, eu lembrei da história do guia e pisei também. Nessa nos trouxeram para a frente do palco, e começaram a apertar a minha bunda e dos outros chineses, em seguida nos levaram para o fundo do palco, onde nos colocaram um chapéu e uma faixa, uma das meninas falava inglês e começou a me explicar em inglês, tivemos que comprar uma pulseira que era o presente para a noiva, depois voltamos ao palco onde estavam todas as meninas com um pano na cabeça, seu eu já não reconheceria a minha “noiva” antes imagina o que seria então. A menina que falava inglês saiu perguntando que havia sido tirada pelo Waiguoren, e nessa achei a minha noiva.

Preparado para o casamento

Preparado para o casamento

Após mais alguns beslicões e empurões, tivemos que beber dois copos de Baijiu, vinho chinês a base de arroz, até que enfim trocamos presentes de costas, eu dei a pulseira e recebi em troca uma pequena bolsa, mais alguns beliscões e empurões, saí carregando a minha “esposa” nas costas.
E como essas mãos pequenas realmente beliscam doloridos, sai da vila com a minha bunda dolorida e cheia de roxos, essas Yaos safadinhas aproveitaram da minha ingenuidade!

Saímos da vila Yao e fomos direto aos terraços. O carro fica parado no estacionamento na base da vila, e precisamos subir andando até o topo do morro para ter uma visão dos terraços, algumas pessoas contratam uma dupla de pessoas para caregá-las em umas cadeiras até o topo.

Mulher carregando bagagem de turistas em Longji

Mulher carregando bagagem de turistas em Longji

Realmente é uma visão impressionante, incrível imaginar que mais de 2.000 pessoas trabalham todos os anos nesses terraços para tirar o seu sustento há mais de 800 anos. Passamos algumas horas indo de um lado para o outro nos terraços, e depois voltamos para Guilin.

Mulher vestida com roupas da minoria Zhuang

Mulher vestida com roupas da minoria Zhuang

Terraços de arroz em Longji

Terraços de arroz em Longji

Terraços de arroz em Longji

Terraços de arroz em Longji

Guilin – primeiro dia

Decidi viajar dentro da China durante o ano novo chinês, aproveitando o tmepo que tenho aqui para conhecer mais alguns lugares. Minha opção foi Guilin, na provincia de Guangxi, que fica em uma região classificadas como AAAA para turismo pelo … Continue lendo