Hoje, fomos até as sacadas de arroz em Longji nome que significa costas do dragão devido a lembrarem quando estão com os terraços cheios de água. Apesar da melhor época do ano ser Junho, o local é muito bonito e vale a visita em qualquer época do ano.
Marcamos uma excursão com guia que falasse inglês para podermos ir, essa óbvio era o dobro do preço da opção para chineses que lotam ônibus. Pagamos ¥400 por pessoa incluindo as entradas e almoço, estranhamente o guia disse que não estavam inclusa, mas na realidade é porque houve um erro de comunicação na agência dele pois algumas pessoas do grupo marcaram no albergue onde havia a opção sem tiquetes e almoço e custava ¥240 por pessoa. Essa é uma opção mais em conta porque saiu ¥60 pelo show e ¥40 para almoçar por pessoa. O guia era um rapaz muito simpático, mas fora nos levar ao pontos para observar a paissagem, ele adicionou muito pouco ao que já conhecia sobre os terraços.
Antes de chegarmos lá, houve uma parada em uma vilarejo chamado Huangluo onde vive a minoria Yao que é conhecida pelos longos cabelos das mulheres que chegam a mediar mais de 1,8 metros de comprimento. Elas cortam o cabelo apenas 1 vez na vida quando estão com 16-18 anos e são consideradas prontas para casar e levar a vida adulta.

Show das mulheres Yao

Senhora da minoria Yao tecendo
Segundo o guia, os homens Yao olham 3 caracteristícas nas mulheres, 2 delas grandes e 1 pequena. A primeira delas é a boca, que precisa ser grande pois representa uma boa voz, com isso ela poderá chamá-lo na lavoura quando a comida estiver pronta, caso ele não escute poderá acabar na casa de outra mulher. A segunda são os pés, que precisam ser grandes já que a região é montanhosa e pés grandes dão uma boa estabilidade, assim ela não cairá com frequência e poder ajudar nas tarefas. A última é mãos pequenas para que ela possa fazer os bordados e as roupas, além disso elas doem mais quando beliscam.
A forma de demonstrar carinho para os Yao é bastante curiosa, e um pouco dolorida, as mulheres beliscam as bundas dos homens e os homens pisam levente nos pés das mulheres. Outra coisa estranha é que ao invés de abraçarem ou parabenizarem, eles empuram um contra os outros. Eu pude muito bem experimentar essa dor quando fui convidado a participar de uma encenação de casamento Yao no palco da apresentação que assistiamos.
Estava na frente tirando fotos quando notei que elas chamaram as pessoas para participar, logo alguns chineses subiram ao palco, eu quieto fui convidado a participar por umas meninas, porém disse rapidamente que não entendia, mas elas safamente responderam se eu entendia um pouco pois elas mostrariam, ficando sem argumentos lá fui eu.
Subi ao palco, olhava para a Karina e ela só dava risada, alias, eu nem sabia porque estava ali. Apenas notei que era para uma cena de casamento quando a moça que apresentava mandou escolherem as noivas, como um deles saiu correndo e pisou no pé de uma delas, eu lembrei da história do guia e pisei também. Nessa nos trouxeram para a frente do palco, e começaram a apertar a minha bunda e dos outros chineses, em seguida nos levaram para o fundo do palco, onde nos colocaram um chapéu e uma faixa, uma das meninas falava inglês e começou a me explicar em inglês, tivemos que comprar uma pulseira que era o presente para a noiva, depois voltamos ao palco onde estavam todas as meninas com um pano na cabeça, seu eu já não reconheceria a minha “noiva” antes imagina o que seria então. A menina que falava inglês saiu perguntando que havia sido tirada pelo Waiguoren, e nessa achei a minha noiva.

Preparado para o casamento
Após mais alguns beslicões e empurões, tivemos que beber dois copos de Baijiu, vinho chinês a base de arroz, até que enfim trocamos presentes de costas, eu dei a pulseira e recebi em troca uma pequena bolsa, mais alguns beliscões e empurões, saí carregando a minha “esposa” nas costas.
E como essas mãos pequenas realmente beliscam doloridos, sai da vila com a minha bunda dolorida e cheia de roxos, essas Yaos safadinhas aproveitaram da minha ingenuidade!
Saímos da vila Yao e fomos direto aos terraços. O carro fica parado no estacionamento na base da vila, e precisamos subir andando até o topo do morro para ter uma visão dos terraços, algumas pessoas contratam uma dupla de pessoas para caregá-las em umas cadeiras até o topo.

Mulher carregando bagagem de turistas em Longji
Realmente é uma visão impressionante, incrível imaginar que mais de 2.000 pessoas trabalham todos os anos nesses terraços para tirar o seu sustento há mais de 800 anos. Passamos algumas horas indo de um lado para o outro nos terraços, e depois voltamos para Guilin.

Mulher vestida com roupas da minoria Zhuang

Terraços de arroz em Longji

Terraços de arroz em Longji